Atmofrase

Atmofrase - O sucesso do treino está na motivação, por isso, faça uma atividade que lhe dê prazer!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Entrevista: Atividade física e controle do colesterol

            
1.   Unilever-Atualmente, a atividade física é reconhecida como um componente fundamental em intervenções para o controle de fatores de risco cardiovascular. O que as evidências científicas mostram com relação ao impacto da atividade física sobre a concentração total de colesterol, LDL-c e HDL-c?           
       Marcio Marega-Pesquisas mostram que a prática regular de Atividades Físicas possui um impacto substancial na dislipidemia, na prevenção de doenças e na promoção de saúde e associada à aquisição de hábitos mais saudáveis os benefícios podem ser exacerbados. Os efeitos da atividade física relacionadas ao HDL podem ser potencializados com o aumento da energia gasta durante o exercício, por meio da intensidade ou duração e alterações na composição corporal, com a redução de gordura. Estudos indicam que o LDL também apresenta uma diminuição de 7,6% quando associada com atividade física, dieta e perda de 10% na composição corporal.  Especificamente o exercício físico proporciona o aumento nas concentrações de HDL no sangue, assim, como conseqüência, de forma indireta observa-se a diminuição dos níveis plasmáticos de LDL, uma vez que o HDL, conhecido como colesterol bom, possui como principal função o transporte reverso do LDL, um dos responsáveis pela formação da placa de arteroma.  Outro fator importante é a ação antioxidante do HDL, que pode ser encontrado em níveis elevados após um programa de treinamento. 
2.      Unilever- A atividade física é capaz de melhorar os níveis plasmáticos de triglicérides e a lipemia pós-prandial?
       Marcio Marega-Sim. Estudos apontam melhora significativa nos níveis de triglicérides e lipemia pós prandial com a prática regular de Atividade Física.
3.       Unilever-Indivíduos sob terapia hipolipemiante (ex: estatinas) são beneficiados da mesma forma?
       Marcio Marega-Em indivíduos que realizam tratamento com hipolipemiante, além dos benefícios proporcionados pelo medicamento o controle da hiperlipidemia se torna mais eficaz com a prática regular de exercícios físicos. 
4.       Unilever-Existe a vantagem de algum tipo de exercício sobre outro quanto a sua capacidade de melhorar o perfil lipídico? Há  alguma contraindicação?
       Marcio Marega-Tanto exercícios de predominância aeróbia quanto treinamento resistido trazem benefícios para o controle do perfil lipídico, porém, melhoras mais significativas ainda são comprovadas em exercícios cíclicos de predominância aeróbia como caminhadas, ciclismo e corridas. Não há contra-indicação, apenas deve-se respeitar a condição física atual do individuo para a prescrição correta dos exercícios.
5.       Unilever-Para obter os melhores resultados, qual a duração e frequência recomendada de atividade física?
 Marcio Marega-Para reduzir o risco de doenças e promover saúde a recomendação da Organização Mundial da     Saúde (OMS) é que se acumule 30 minutos de atividades físicas de intensidade moderada em 5 dias da semana, porém, para a maioria das pessoas, benefícios maiores serão encontrados em atividades físicas mais vigorosas e com maior duração. Vale salientar que os  exercícios físicos realizados de modo crônico possuem um melhor resultado que aqueles realizados de forma aguda, portanto,  a disciplina no exercício físico é essencial.

 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Hipertensão e Exercício Físico -

A hipertensão arterial é uma das morbidades mais comum na população adulta brasileira e frequentemente a causa de utilização dos serviços de emergência. Dentre as principais causas de morte ligadas ao aparelho circulatório, é consistente sua presença ou contribuição para a morte, como na insuficiência cardíaca, nas doenças cerebrovasculares e na cardiopatia isquêmica. Além disso, podem levar à lesões em órgãos alvo como olhos, cérebro e rins. Na maior parte das vezes não tem sintomas, mas pode causar tontura, sensação de peso na nuca, transpiração entre outros sintomas.
            Sabemos com isso, que o tratamento ideal da hipertensão é a combinação de tratamento medicamentoso e melhora do estilo de vida, onde consideramos alimentação saudável, atividade física e saúde mental.
            Quando falamos de atividade física, muitos hipertensos têm insegurança para iniciar um programa de exercício físico devido ao aumento da pressão arterial que pode acontecer durante a prática, principalmente quando se fala em exercício resistido (musculação). O que não é falado, é que diferente do que muitas pessoas acham, a musculação tem um fator para redução da pressão arterial e que o temido risco de pico pressórico durante a prática pode e deve ser controlado através das variáveis de carga, número de repetições, intervalo entre uma série e outra, a respiração durante a execução e a velocidade de movimento durante o exercício. Assim, controlando estas variáveis, os benefícios gerados pela prática regular da musculação para uma pessoa hipertensa, com certeza sobrepõem os possíveis riscos gerados.
            A redução da pressão arterial de repouso ocasionada pela prática da musculação se associa com a redução de 5 a 9% na morbidade cardíaca, redução de 8 a 14% na ocorrência de acidente vascular encefálico e redução de 4% na mortalidade por todas as causa.
Vale lembrar que além dos benefícios pressóricos há melhora de outros fatores determinantes como peso corporal, composição corporal, melhora da capacidade cardiorrespiratória, disposição, qualidade de sono, e todos os outros benefícios gerados para pessoas que são fisicamente ativas.
Alguns cuidados devem ser tomados antes, durante e depois do treino, como não iniciar a atividade se a pressão estiver alta, atenção à qualquer tipo de sintoma durante o exercício, não ir até a fadiga, entre outros.
            Então, se você pretende iniciar um treino de musculação, vá em frente! Com certeza lhe trará muitos benefícios! Mas sem esquecer do acompanhamento de um profissional capacitado para prescrever, potencializar e acompanhar seu treino. 
Carla Giuliano
 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Exercícios em Família

Praticar atividades físicas regularmente faz muito bem, não só para o corpo, mas também para a mente. Todos os movimentos que promovem qualidade de vida geram benefícios tanto nos aspectos físicos em relação a controle do peso, ganho de massa muscular e aumento da flexibilidade, como nos aspectos mentais, melhorando a qualidade do sono, reduzindo o estado de ansiedade e aumentando a auto-estima. Porém esses ganhos já são bastante descritos e percebidos pelos praticantes de atividade física. O grande desafio atual é transformar a teoria em ação e inserir este hábito no dia-a-dia de quem ainda não conseguiu vencer as barreiras do tempo por excesso de tarefas, extensas jornadas de trabalho, compromissos sociais e atenção à família, argumentos descritos na literatura e ouvidos na prática clinica que impossibilitam a realização de atividades físicas regulares.
Uma forma agradável e que pode ser uma grande oportunidade para a prática regular de atividades físicas é compartilhar este hábito, fazendo programações que incluam toda a família. Realize caminhadas no parque ou ande de bicicleta. Se o filho for muito pequeno leve-o no carrinho enquanto se exercita ou coloque-o numa cadeirinha para aproveitar o passeio de bike, incentivando a prática de atividade física desde a infância.
Outra alternativa interessante é resgatar as brincadeiras esquecidas com o tempo como jogar bola, pega-pega, pular corda, esconde-esconde que certamente proporcionam companheirismo e divertimento entre pais, filhos, irmãos, esposas e maridos.
E acima de tudo vale lembrar que pais ativos são exemplos para os filhos que crescerão com hábitos de vida mais saudáveis e conseqüentemente se tornarão adultos ativos também.
                                                                      

                                                                                              Felipe Gambetta Carmona

 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Atividade Física e Obesidade-

 

Há uma epidemia de sobrepeso e obesidade em evolução em todo o mundo, e poucos países escapam desse quadro. O sobrepeso e a obesidade estão relacionados com o aumento do risco para uma série de doenças, destacando-se principalmente as cardiovasculares, o diabetes e a Síndrome metabólica.
O sobrepeso e a obesidade ocorrem devido a um desequilíbrio entre a quantidade de calorias ingeridas e o gasto energético com atividade física. A oferta de calorias na forma de carboidratos altamente industrializados é alta e barata, quando, por outro lado, as facilidades da vida moderna, assim com as novas formas de trabalho, estimulam a inatividade física. Por essa razão, a atividade física é um fator crítico para se determinar se um indivíduo será capaz de manter um peso sadio, poderá perder o excesso de peso ou ainda, manter o peso reduzido com sucesso. A quantidade de atividade física necessária para essas ações é variável de indivíduo para indivíduo.
A combinação de uma dieta hipocalórica e atividade física é o método mais efetivo para a perda de peso. Infelizmente, somente uma minoria da população que tenta diminuir o peso utiliza essa estratégia. A manutenção da prática de atividade física é um dos problemas encontrados nesse caminho e cerca da metade dos adultos que iniciam um programa de atividade física o interrompem no sexto mês.
Outro ponto conhecido é o crescimento da prevalência da obesidade infantil e a dificuldade da sua abordagem, visto que este fator está relacionado com mudanças dos hábitos de vida e a disponibilidade dos pais, além da dificuldade de compreensão da criança sobre os malefícios da obesidade. Nesse contexto, a atividade física se mostra um excelente expediente para reverter o processo de obesidade, já que o caráter lúdico também é acompanhado de satisfação; sendo esta uma importante estratégia para introduzir a atividade física na vida futura de uma pessoa.
Há necessidade de uma abordagem enfática de atividade física para o controle da obesidade pelas seguintes razões:
• Muitos especialistas concordam que as mudanças de comportamento relativas ao consumo de alimentos são difíceis por causa de hábitos culturais, condições socioeconômicas e ambientais, além das relações emocionais com os alimentos.
• Enquanto o bem-estar ou uma condição saudável podem ser oferecidos pela dieta balanceada, a perda de peso é mais facilmente atingida com níveis adequados de atividade física.
• As evidências mostram que enquanto o nível de atividade física aumenta, o sobrepeso e a obesidade diminuem.
• A combinação de dieta e exercício físico é superior a somente a dieta no tratamento da obesidade infantil.
• Um obeso ativo é mais sadio do que um eutrófico sedentário.
Razões para a necessidade de enfatizar atividade física para os jovens:
• A atividade física previne a instalação do sobrepeso e da obesidade e é mais eficaz em reverter sua progressão.
• A participação em esportes e em atividade física aumenta a confiança e a auto-estima que são inversamente relacionadas com o sobrepeso e a obesidade.
• Sob a perspectiva da saúde pública, atividade física e a obesidade em jovens representam um desafio mais crítico do que em adultos.
A atividade física quando feita com uma duração inferior a 150 minutos semanais tem um efeito mínimo na perda de peso. Quando praticada acima de 150 minutos/semana os resultados são menores (até 2 a 3kg); com 225 a 420 minutos/semana os resultados são melhores, variando de 5 a 7,5kg. Assim, muitos autores e colégios sugerem aproximadamente 60 minutos de atividade física na maioria dos dias da semana.
Por fim, estudos recentes indicam que atividade física de intensidade moderada a vigorosa, de 150 a 200 minutos por semana, de uma energia equivalente a 1.200-2.000 calorias, será suficiente para prevenir o ganho de peso.

Márcio Marega

O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE TENDINITE


Tendinite é um processo inflamatório que afeta o tendão e que surge usualmente através do excesso de repetições de um mesmo movimento. Pode ser desencadeada nas atividades esportivas ou no trabalho. Esta condição afeta pessoas que dispendem muito tempo realizando uma mesma tarefa.
Os tendões são tecidos fibrosos, densos e resistentes, através dos quais os músculos se prendem aos ossos, permitindo a realização do movimento articular. O sufixo "ite" no vocabulário médico, geralmente, está associado à existência de inflamação. As causas das Tendinites são variadas e podem estar associadas à presença de muitas condições ou doenças, incluindo:
  • Traumas mecânicos
  • Infecções
  • Doenças reumatológicas
  • Doenças do sistema imunológico
  • Distúrbios metabólicos
  • Iatrogenia    
  • Processos degenerativos das articulações
  • Neuropatias que induzam à alterações musculares
A determinação da causa é um trabalho extenso que pode demandar longo período de investigação. Geralmente nas atividades esportivas está relacionada ao erro na execução do gesto esportivo ou pelo uso inadequado de equipamentos esportivos (ex. raquete de tênis), além das mudanças de volume e/ou intensidade nos treinos.
A sintomatologia das tendinites pode ser bastante variada, incluindo dor e edema (inchaço) de intensidade variável, bem como diferentes graus de dificuldade de movimento e diminuição de força muscular. Em alguns casos pode apresentar alteração de sensibilidade na região acometida e quadro de dor  exacerbada durante a noite.
O diagnóstico é clínico (pelo exame médico-semiológico), corroborado por exames subsidiários como raios-X, ultra-sonografias, ressonâncias magnéticas e provas laboratoriais. O diagnóstico preciso somente será obtido com o exame anatomopatológico do tendão. Nenhum dos exames subsidiários existentes é perfeito para a caracterização de tendinites.
As tendinites mais comuns no meio esportivo estão relacionadas as articulações do ombros, cotovelos, joelhos e tornozelos, porém depende muito da atividade fisica praticada. No trabalho o punho é a região mais acomentida, por causa da utilização excessiva do computador.
O tratamento requer repouso da articulação envolvida, uso de gelo para melhora da dor e da inflamação, alongamentos da musculatura envolvida, reforço e reeducação muscular após melhora dos sintomas. O tratamento medicamentoso também pode ser um aliado, porém sempre sob a orientação de um médico especialista.
A atividade física é a principal aliada à prevenção das tendinites, desde que realizada de forma correta, principalmente com a supervisão e orientação de um profissional. Exercícios de alongamento combinados a um programa gradativo de fortalecimento muscular diminuem a tensão sofrida pelos tendões diminuindo a probabilidade de inflamação do tendão.

Felipe Gambetta

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Como anda sua coluna?


Preserve sua coluna Vertebral

Você já se fez esta pergunta? Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 80% das pessoas no mundo já tiveram ou terão algum tipo de dor na coluna ao longo da sua vida. Em um primeiro momento este número parece um tanto assustador, mas vamos a algumas perguntas: Quanto tempo do seu dia você reserva para realizar exercícios de alongamento? Quantos dias da sua semana você reserva para realizar alguma atividade física mesmo que seja no seu momento de lazer? Você se alimenta bem? E sua noite de sono é tranqüila?
Estas respostas podem justificar a constatação da OMS. Com os dias cada vez mais “curtos” e com mais tarefas a serem feitas, muitas vezes não nos damos conta de que nosso corpo também precisa de atenção.
Porém o que pode ser feito quando as dores aparecem?
Geralmente as dores lombares, na região mais baixa da coluna, são as mais freqüentes e causadas em geral por hábitos inadequados, como por exemplo: ficar muito tempo na mesma posição (seja em pé ou sentado), usar salto alto e principalmente pelo uso inadequado da coluna como pegar um peso do chão sem dobrar os joelhos, além do sobrepeso que aumenta a carga na região lombar.

As dores na região cervical, do pescoço, também são muito freqüentes e geralmente causadas por tensão muscular e por hábitos posturais inadequados, principalmente no ambiente de trabalho.
Pois bem, mais isto todo mundo já sabe, agora o que pode ser feito para que estas dores não interfiram no nosso dia-dia?
A coluna é formada por vértebras, que possuem o aspecto de blocos, e são empilhadas umas sobre as outras. Entre cada um destes “blocos” existem os discos intervertebrais que funcionam como amortecedores, além de garantirem uma boa estabilidade anatômica para a coluna. Estabilidade que é fundamental para os movimentos da coluna e para o nosso dia-dia.
Além do disco intervertebral ainda existem pelo menos dois outros estabilizadores da coluna, os ligamentos e os músculos que tem fundamental importância para a eliminação e prevenção das dores nas costas. 
Os músculos são o que chamamos de estabilizadores dinâmicos da coluna e precisam estar em boas condições de força e flexibilidade para que a coluna fique estável. Uma das principais causas de dores nas costas esta relacionada ao desequilíbrio muscular que em geral está tensionado e encurtado nos músculos posteriores e fraco nos músculos anteriores da coluna.
É claro que todas as dores do sistema músculo esquelético devem ser avaliadas por um ortopedista, porém o equilíbrio entre os músculos anteriores e posteriores da coluna podem reduzir e muito o aparecimento de dores nas costas.
O Fundamental é que você consiga reservar um tempo do seu dia para a sua coluna, através da prática de uma atividade física regular, exercícios de alongamento, controle do peso e de forma geral hábitos saudáveis.
Pode ter certeza que sua coluna agradece... 

Felipe Gambetta

terça-feira, 20 de novembro de 2012

EXERCICIO VIRTUAL


 
Lembro-me, como se fosse há poucos dias, que ficava imaginando como seria interessante ser o bonequinho do vídeo game e achava que este dia talvez nunca chegasse ou se chegasse, levaria muito tempo, no mesmo momento em que existissem carros voadores. Pois bem, os carros voadores ainda podem demorar um pouco, mas hoje graças à tecnologia, tão criticada pelos profissionais da saúde que leva as pessoas a ficarem cada vez mais sentadas em frente ao computador, podemos nos imaginar como os bonecos do vídeo game, ou melhor, podemos ser os bonecos do vídeo game.
Com equipamentos cada vez mais modernos os computadores hoje, nos proporcionam a possibilidade de controlar o nosso bonequinho através dos nossos movimentos corporais. Quem diria, é a tecnologia a favor dos movimentos e da atividade física.
Através dos aparelhos hoje disponíveis podemos simular qualquer tipo de atividade física, desde uma aula de pilates como uma descida de snowboard, entre as montanhas geladas do hemisfério norte. É claro que nada, ainda, substituirá a sensação do vento no rosto de quando praticamos uma corrida, mas estes equipamentos servem como uma ótima alternativa para aqueles que enfrentam algumas barreiras para a prática da atividade física, como a falta de tempo. Você pode praticar uma aula de dança dentro de casa, quando o seu horário permitir e logo em seguida sentar-se a mesa para o jantar, sem trânsito, com segurança e a cada dia com uma opção de atividade diferente.
Além da função de promover uma vida mais ativa e saudável, estes equipamentos, também tem sido utilizados freqüentemente na reabilitação. Por ser uma opção lúdica, além de proporcionar movimentos e cargas que podem ser controlados, simular movimentos, que por vezes estão limitados nos pacientes, esta tem sido uma ferramenta muito útil nas sessões de fisioterapia dos principais centros de reabilitação.
Mesmo com todas estas facilidades devemos lembrar que a regularidade do exercício é fundamental para que você consiga alcançar benefícios a saúde e alguns cuidados devem ser respeitados como utilizar uma roupa confortável e garantir que o espaço onde será realizada a atividade esteja livre de objetos (tapetes, mesinhas, etc.) e ai é só diversão.
                                                                      
                                                                                                          Felipe Gambetta

O EXERCÍCIO FÍSICO NA MELHOR IDADE


 
   
             
            O exercício físico é responsável pela prevenção e tratamento de doenças crônicas como diabetes, hipertensão, cardiopatias entre outras patologias que são muito comuns nos idosos.
            Por se tratarem de doenças, com conseqüências em longo prazo, geralmente o diagnóstico acontece quando as pessoas entram na faixa etária que caracterizamos como “melhor idade”.
Outros problemas, não menos importantes, que acometem esta faixa etária são os riscos de quedas, principalmente pelo aumento de osteoporose, fraqueza muscular, artrites, artroses, entre outras alterações do sistema osteoarticular.
            Isso não faz do idoso um grupo impossibilitado de praticar atividade física, pelo contrário, é exatamente nesta idade que não podemos deixar esta situação ou este benefício de lado.
            Exercícios aeróbios melhoram a função cardiorrespiratória , controlam a pressão arterial, a obesidade, colesterol, glicemia, entre outros fatores de riscos que possuem papel direto em doenças cardiovasculares e que podem levar uma pessoa ao infarto, por exemplo.
            Em relação ao sistema locomotor, o fortalecimento muscular e o treinamento de flexibilidade também desempenham papel fundamental para a qualidade de vida nesta  fase. Com a musculatura fortalecida há uma proteção articular que diminui a sobrecarga da mesma, reduzindo de forma considerável o risco de queda e juntamente com exercícios de flexibilidade irão aumentar a mobilidade articular, trazendo benefícios à funcionalidade deste idoso, como por exemplo no momento de subir escadas ou abaixar para amarrar os cadarços do sapato.
            Diminuir o processo de perda de massa óssea, que acontece de forma natural durante o processo de envelhecimento, tem como principal benefício reduzir o risco de fraturas e conseqüentemente de quedas. Sem contar nas melhorias relacionadas à parte cognitiva, aumento das relações interpessoais e momentos de lazer que são as principais causas que levam esta população a praticar atividade física de forma regular.
            E será que a recomendação se diferencia muito em relação às outras faixas etárias?
            Pelo contrário. Como em toda recomendação, deve ser ajustada e escolhida de acordo com as características e objetivos pessoais de cada idoso, mas com alguns cuidados e atenção na intensidade, duração e carga dos exercícios. a recomendação também é representada pelos 150 minutos semanais de atividades moderadas de predominância aeróbia e, de preferência, incluir exercícios físicos resistidos de 2 a 3 vezes por semana, além de alongamentos para otimizar os ganhos acima citados.
            Por isso, se você está chegando nesta idade, não se intimide, não deixe de fazer suas atividades físicas! Caso não tenha esse hábito incorporado em sua rotina é uma boa oportunidade para iniciá-lo!
                                                                                   Carla Giuliano de Sá Pinto